Veja o que os clubes de Desbravadores exigem para incentivar a numismática.


Sou um ex Desbravador e creio que hoje os clubes realizam um trabalho fantástico junto as crianças e jovens que nenhuma associação numismática do Brasil é capaz de fazer. Leia e veja o que eles pedem. Em negrito as perguntas e logo em seguida as respostas que esperamos na avaliação que é feita como uma prova de nível escolar.

1. Relatar sucintamente a história das permutas, apresentando três razões porque o dinheiro veio à existência e mencionando pelo menos dez formas raras de "dinheiro" usadas no lugar da moeda corrente de um país.
As três razões pela qual o dinheiro veio a existência: Facilitar o Comércio, Progresso e Unificar o Sistema Monetário.
Dez formas de dinheiro: cheque, cartão de crédito, débito automático, promissória, vale-transporte, vale-refeição, ouro, ações, imóveis, automóveis, outros metais.

Origem do Dinheiro
Nos tempos mais remotos, com a fixação do homem à terra, estes passaram a permutar o excedente que produziam. Surgia a primeira manifestação de comércio: o escambo, que consistia na troca direta de mercadorias como o gado, sal, grãos, pele de animais, cerâmicas, cacau, café, conchas, e outras.
Esse sistema de troca direta, que durou por vários séculos, deu origem ao surgimento de vocábulos como "salário", o pagamento feito através de certa quantidade de sal; "pecúnia", do latim "pecus", que significa rebanho (gado) ou "peculium", relativo ao gado miúdo (ovelha ou cabrito).
As primeiras moedas, tal como conhecemos hoje, peças representando valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII A.C.. As características que se desejava ressaltar eram transportadas para as peças, através da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, onde os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata.
Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades.
A necessidade de guardar as moedas em segurança deu surgimento aos bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos (então conhecidos como "goldsmiths notes") passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de "papel moeda", ou cédulas de banco, ao mesmo tempo que a guarda dos valores em espécie dava origem às instituições bancárias.Os primeiros bancos reconhecidos oficialmente surgiram na Inglaterra, e a palavra "bank" veio da italiana "banco", peça de madeira que os comerciantes de valores oriundos da Itália e estabelecidos em Londres usavam para operar seus negócios no mercado público londrino.
As três razões pela qual o dinheiro veio a existência: Facilitar o Comércio, Progresso e Unificar o Sistema Monetário.
Dez formas de dinheiro: cheque, cartão de crédito (visa ou mastercard), débito automático, promissória, vale-transporte, vale-refeição, ouro, ações.
2. Contar resumidamente a história das moedas e/ou dinheiro de papel em seu país, mencionando as datas de estabelecimento de casas da moeda e fábricas de cunhagem. Descubra também algumas mudanças feitas em metais ou desenhos da moeda do país, apresentando quaisquer fatos interessantes a respeito destas mudanças.
O dinheiro de metal também era coisa rara no Brasil do século 16, logo no comecinho da nossa colonização. Como as moedas eram artigo de luxo, o escambo era normal, e as pessoas aceitavam mercadorias como forma de pagamento.

Olhe só quantas "moedas" engraçadas já foram usadas por aqui!

- os escravos africanos usavam uma concha encontrada no litoral da Bahia, chamada zimbo, ou jimbo. As conchas eram usadas no Congo e em Angola, e assim os negros mantiveram sua tradição.

- No início do século 17, o governador do Rio de Janeiro ordenou que o açúcar fosse aceito como moeda. Outras mercadorias também passaram a servir, como ferro, tabaco, cacau, baunilha e cravo. Já no Maranhão, o que valia mesmo era o pano de algodão.

-Lembra que antigamente se usava a expressão "mil réis"? Do século 13 ao século 20, em Portugal e no Brasil, o real tornou-se a moeda corrente. Aqui, era conhecida no plural, "réis", ou "mil réis", mais conhecido como um conto de réis. Quem diria que o real voltaria, muitos anos depois...

- A nossa primeira moeda foi cunhada em 1645. Em 1694, Portugal autorizou a abertura da primeira Casa da Moeda, na Bahia, criada para acabar com escassez e produzir as tão necessárias moedinhas.

3. Explicar como o dinheiro é distribuído pelo governo em seu país.
A casa da moeda, a serviço do Banco Central, faz as moedas e notas, distribuindo-as para os bancos. O banco que recebe as cédulas novas é o banco do Brasil, e através dele é feita a distribuição das notas.

4. Definir quaisquer dos termos a seguir, caso se apliquem ao sistema monetário de seu país:
a. mescla de metais - é a mistura de metais usada para fabricar algumas moedas
b. cunhagem revestida - a cunhagem pode receber um revestimento, para a sua proteção e conservação, a cunhagem revestida
c. moeda comemorativa - algumas moedas feitas em comemoração a algum fato ou data.Veja alguns exemplos:


d. cunho - inscrição feita nas moedas
e. fundo - parte da moeda que fica atrás das imagens e inscrições
f. inscrição - partes escritas das moedas. Pode ser o nome órgão que a expeliu, ano em que foi feita, ou o país de origem
g. borda marcada com letras - em moedas mais grosas, as bordas podem conter inscrições escritas, como é o caso das novas moedas de 50 centavos
h. anverso - É o lado mais importante da moeda, mostra um símbolo escudo ou imagem
que caracterize o país emissor
i. reverso - É a parte da moeda que mostra o valor. Geralmente é nesse lado que aparece
o símbolo do órgão emissor da moeda
j. série - cada 100.000 unidades de cédulas, de mesmo valor e estampa
k. impressão sobreposta - uma impressão em alto relevo
l. evidências de falsificação

1. Observe a marca d'água. Cerca de 60% das cédulas falsas retidas pelo Banco Central não apresentam marca d'água.
  • Segure a cédula contra a luz, olhando para o lado que contém a numeração. Observe na área clara à esquerda, as figuras que representam a República ou a Bandeira Nacional, em tons que variam do claro ao escuro.
     
  • As cédulas de R$50,00 e R$100,00 apresentam como marca d'água apenas a figura da República.
     
  • As cédulas de R$1,00, R$5,00 e R$10,00 podem apresentar como marca d'água a figura da República ou a Bandeira Nacional.
     
  • A cédula de R$2,00 apresenta como marca d'água apenas a figura da tartaruga marinha com o número 2.
     
  • A cédula de R$20,00 apresenta como marca d'água apenas a figura do mico-leão-dourado com o número 20.



2. Sinta com os dedos o papel e a impressão.
  • O papel legítimo é menos liso que o papel comum.
  • A impressão apresenta relevo na figura da República (efígie), onde está escrito "BANCO CENTRAL DO BRASIL" e nos números do valor da cédula.
3. Observe a estrela do símbolo das Armas Nacionais nos dois lados da cédula.
Olhando a nota contra a luz, o desenho das Armas Nacionais impresso em um lado deve se ajustar exatamente ao mesmo desenho do outro lado.
4. Observe as micro impressões.
Com o auxílio de uma lente, pequenas letras "B" e "C" poderão ser lidas na faixa clara entre a figura da República (efígie) e o registro coincidente (Armas Nacionais) e no interior dos números que representam o valor.
5. Observe a imagem latente.
Observando o lado da cédula que contém a numeração, olhe a partir do canto inferior esquerdo, colocando-a na altura dos olhos, sob luz natural abundante: ficarão visíveis as letras "B" e "C".

6. Sempre que possível, compare a cédula suspeita com outra que se tenha certeza ser verdadeira. 

m. tira magnética - é uma fita magnetizada inserida nas notas
n. tinta fluorescente - Não se aplica ao sistema monetário de nosso país
o. controle de inflação - política desenvolvida pelo governo, para controlar a alta dos preços. Duas das principais formas são as seguintes: alteração na taxa de juros e contensão da base monetária
p. numeração das notas - para evitar a falsificação, o Banco central atribui um numero deferente para cada nota
q. papel-moeda - são as cédulas

5. Descrever o anverso e reverso de dinheiro de papel das cinco notas de valor mais baixo atualmente em uso em seu país.
1 Real - R$ 1,00
Dimensões: 140 x 65 mm.
Cor predominante: verde
 
Anverso:
Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso:
Gravura de um Beija-Flor (Amazilia lactea). O Beija-Flor é típico do continente americano e ocorrem mais de cem espécies no Brasil.
2 Reais - R$ 2,00
Dimensões: 140 x 65 mm.
Cores predominantes: azul e cinza
 
Anverso:
Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso:
Figura de uma tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata), uma das cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas na costa brasileira.
5 Reais - R$ 5,00
Dimensões: 140 x 65 mm.
Cor predominante: violeta
 
Anverso:
Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso:
Figura de uma Garça (Casmerodius albus), ave pernalta (família dos ardeídeos), espécie muito representativa da fauna encontrada no território brasileiro.
10 Reais - R$ 10,00
Dimensões: 140 x 65 mm.
Cor predominante: carmin
 
Anverso:
Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso:
Gravura de uma Arara (Ara chloreptera), ave de grande porte da família dos psitacídeos, típica da fauna do Brasil e de outros países latino-americanos
20 Reais - R$ 20,00
Dimensões: 140 x 65 mm.
Cores predominantes: amarelo e laranja
 
Anverso:
Efígie Simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura.
Reverso:
Figura de um Mico-leão-dourado (Leonthopitecus rosalia), primata de pêlo alaranjado e cauda longa nativo da Mata Atlântica, que é o símbolo da luta pela preservação das espécies brasileiras ameaçadas de extinção.


6. Saber como a qualidade das moedas é avaliada pelos colecionadores.
A regra básica para saber o valor das moedas, é o numero de exemplares existentes. Quanto mais rara a moeda, maior o seu valor. Outro item importante é o estado da moeda, sua qualidade também é levada em conta na hora de calcular seu valor. O material do qual a moeda é feita também é levada em conta. Moedas de ouro e prata valem mais do que as de ferro, por exemplo.

7. Ter moedas ou notas de dez diferentes países. Descrever o que há em cada uma delas, dar os nomes de pessoas ou objetos retratados nas mesmas, e, quando possível, mencionar as datas de cada uma.

8. Cumprir um dos seguintes itens:
a. colecionar pelo menos cinco moedas ou notas de seu país que não estejam mais em circulação.
b. colecionar uma série datada de moedas de seu país, começando com o ano de seu nascimento (não é necessário incluir moedas raras ou caras).


Veja o que os clubes de Desbravadores exigem para incentivar a numismática. Veja o que os clubes de Desbravadores exigem para incentivar a numismática. Reviewed by BRUNO DINIZ on janeiro 23, 2014 Rating: 5
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