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Nascimento, Vida e Morte da Moeda Portuguesa (de 1129? a 2002)


Um fazedor de moeda.
Portugal conta-se entre os países que produziram uma das mais vastas, ricas e variadas numárias do mundo. Esta posição deve-se, por um lado, à sua História quase milenária e, por outro, a ser percursor da Expansão Marítima Europeia, senhor de um extenso domínio colonial até à data recente.
As moedas destinadas às trocas mercantis e aos pagamentos de serviços, multiplicaram-.se por todo este vasto Império, variando conforme as épocas, os lugares, as mensagens a transmitir, ou as influências recebidas.
Desde o último quartel do século passado, progrediu em Portugal a investigação numismática, iniciada por Teixeira de Aragão com a Descrição Geral e História das Moedas Cunhadas em Nome dos Reis, Regentes e Governadores de Portugal, (1874-80), que, durante dezenas de anos, foi uma obra basilar. Em 1923, o Dr. José Leite de Vasconcelos escreveu Da Numismática Portuguesa, obra à qual, a partir de finais da década de 1940, se iriam juntar as de outros investigadores como Damião Peres, Pedro Batalha Reis, Ferraro Vaz, Costa Couvreur e, mais recentemente, Maria José Pimenta Ferro e Alberto Gomes. Também o nascimento, no Porto, da Sociedade Portuguesa de Numismática, e a publicação do seu órgão de comunicação, Nummus, foram um forte impulso do progresso desta ciência em Portugal.
A riqueza e variedade da numária nacional levou Pedro Batalha Reis a tentar sistematizar por modelos os seus caracteres, importando a nomenclatura da História de Portugal e da História da Arte. Assim, chamou-lhe Românico, Gótico, Renascimento, Filipino, Restauração (de D. João IV a D. Pedro P.R.), Pós-Moderno (de D. Pedro II a D. Manuel II) e contemporâneo (da República Democrática à Nacionalista). No entanto, aquele Autor encontrou tais limitações na sua sistematização que teve de recorrer a sub-períodos. Assim, no período Moderno considerou o Setecentista (D. Pedro II) ; O Joanino (D. João V); o da Peça (de D. José I a D. Maria II) e o sistema Decimal (de D. Maria II a D. Manuel II). Mesmo assim, esta classificação não satisfaz.
Não é fácil condensar tantos séculos de produção monetária. Por isso, os autores de catálogos de moedas portuguesas, destinados aos colecionadores, preferem ordená-las historicamente por reinados até ao final da Monarquia e a partir da República, por anos.