O CARIMBO DO DIVINO

Em algumas cidades de Minas Gerais, como Ouro Preto, Mariana, Sabará, S.J. Del Rey,  e em várias outras regiões do Brasil naquela época a igreja juntava algumas moedas já fora de circulação, que iam de patacões à vinténs, e aplicavam nelas um carimbo unifacial com a imagem da pomba do Divino. Depois doavam estas moedas para as famílias pobres que vendiam as moedas em festejos à porta dos templos como uma lembrança, mas que gerava renda e garantia o alimento nas mesas destas familias.  Um gesto de bondade tanto da igreja que recebia as moedas como dos mais ricos que compravam para ajudar a caridade.
Não devemos nos preocupar em saber se são falsos ou verdadeiros. Pois não existe um único padrão. Cada igreja tinha seus carimbos. Podemos encontrar vários tipos por ai. Não seguiam os padrões de cunhos da época pois naqueles dias os cunhos deveriam seguir um padrão oficial. Em alguns casos podemos notar até que são carimbos para estampar medalhas. Têm até o contorno para a argola. Aliás, não eram para valer muito. Mas como sabemos como funciona a numismática no Brasil! Eles subiram o preço da moeda carimbada e os falsificadores tomaram conta e hoje praticam preços muito além da importância do carimbo, que em meu ponto de vista é apenas cultural e religiosa.

Obs: Podemos considerar que levando em consideração e comprovando a forma da confecção de carimbos da época nenhuma das moedas carimbadas podem ser consideradas falsas. Devemos tomar cuidado somente com moedas que apresentam uma forma mais moderna de batida do carimbo. Mas o certo é que nunca deixará de gerar polemica entre colecionadores e suas várias teorias sobre o carimbo do Divino Espirito Santo.


VEJAM ALGUNS TIPOS 

EM 960 RÉIS 1814



EM 10 RÉIS 1875





O CARIMBO DO DIVINO O CARIMBO DO DIVINO Reviewed by BRUNO DINIZ on fevereiro 10, 2014 Rating: 5
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