>>Colecione moedas e cédulas do Brasil e do Mundo!!! Venha ser um colecionador...

Cédula de Um Cruzeiro - Iconografia

As novas cédulas para o padrão monetário Cruzeiro, que circularam no período de 15 de maio de 1970 a 30 de junho de 1984, foram projetadas por Aloísio Magalhães (1927-1982), que venceu o concurso realizado pelo Banco Central e Casa da Moeda do Brasil, em 1966.

O padrão visual das cédulas mais conhecidas como família dos "Medalhões" obedece a um rigoroso esquema gráfico. Apesar dos tamanhos diferenciados das cédulas, conforme o valor facial (Cr$ 1.00, Cr$ 5,00, Cr$ 10,00. Cr$ 50,00 e Cr$ 100,00), as áreas geométricas guardam proporções similares.

Personagens retratados nas cédulas de Cruzeiros
D. Pedro I -Floriano Peixoto - Marechal Deodoro da Fonseca - D. Pedro II
Esquema gráfico da cédula:
Anverso da cédula
O reverso é obtido com o giro longitudinal da imagem do anverso, em 180 graus
A cédula de um cruzeiro (Cr$ 1,00), com dimensões de 147 x 67 mm, é a moeda-papel de menor valor facial pertencente à  família dos "Medalhões". Na concepção do projeto as diferenças etapas do processo de impressão revela a beleza artística da cédula proporcionando uma identidade nacional, técnica pioneira na numerária mundial.

No anverso, a alegoria representativa da República, a moda francesa, com a efígie de traços finos e o barrete frígio. Os efeitos moiré [1] se destacam no visual da cédula.

No reverso o edifício ocupado pelo Banco Central situado na cidade do Rio de Janeiro - Avenida Rio Branco, número 30. No local funcionaram o Ministério da Fazenda, a Caixa de Conversão, a Caixa de Estabilização e a Caixa de Amortização.
Arte no Dinheiro
Aloísio Magalhães, em seu projeto, o efeito moiré aparecia como o elemento gráfico central. Além de esteticamente fascinante, esse fenômeno ótico - obtido por meio da sobreposição de sistemas lineares em camadas de impressão em offset [2] e em talho-doce [3] - contribuía para dificultar a falsificação do papel-moeda.

O anverso da cédula era composto por duas impressões em offset monocromáticas, além de um impressão offset em íris [4] e uma impressão em talho-doce. Já o reverso era composto por duas impressões offset em íris e por uma impressão em talho-doce.

Ao apresentar, didaticamente, as diferentes etapas do processo de impressão de papel-moeda utilizado na década de 1970, o Banco Central do Brasil revela, a beleza artística desse objeto concebido por Aloísio Magalhães como importante meio de comunicação da identidade nacional. fonte bcb, arte no dinheiro
1. 1 Acima: Estudo de fundo de segurança, caneta hidrocor,  (ca. 1968)
1.2 Abaixo: Anverso, estudo de fundo de segurança, caneta hidrocor, caneta 
esferográfica e lápis, (ca.1968)

2.1 Acima: Anverso, prova final, passagem de cor em íris, offset (1970)
2.2 Abaixo: Anverso, prova final, passagem de cor verde, offset (1970)

3.1 Acima: Anverso, prova final, passagem de cor violeta, offset (1970)
3.2 Abaixo: Anverso, prova final, superposição de passagens de cor verde e íris, offset (1970)

4.1 Acima: Anverso, prova final, impressão bicolor, talho-doce (1970)
4.2 Abaixo: Anverso, prova final, superposição de passagens de cor violeta, verde e íris, offset (1970)

5.1 Acima: Reverso, prova final, passagem de cor em íris 1, offset (1970)
5.2 Abaixo: Anverso, prova final, superposição de passagens de cor, offset e talho-doce (1970

6.1 Acima: Reverso, prova final, passagem de cor em íris 2, offset (1970)
6.2 Abaixo: Reverso, prova final, superposição de cor (1+2) em íris, offset (1970)

7.1 Acima: Reverso da cédula de 1 cruzeiro, prova final, impressão bicolor e talho doce (1970)
7.2 Abaixo: Reverso, superposição de passagem de cor, offset e talho-doce (1970)

[1] moire processo de impressão responsável pela criação de ondas, que acontece quando duas grades com padrões regulares são sobrepostas e apresentam movimento relativo entre si.
[2] offset - processo de impressão em que a imagem, gravada numa folha de metal flexível, é transferida para o papel por meio de um cilindro de borracha.
[3] talho-doce - o processo de gravura em metal utilizado na impressão de papéis de segurança, em que a superfície impressa adquire relevo coincidente com a tinta.
[4] Impressão em íris - técnica de impressão que permitia a graduação personalizada de cores, com o objetivo de dificultar a falsificação de documentos impressos.
fontes: site BCB, Uma etnografia no dinheiro por Amaury F. C Junior,
ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO MUSEU DE VALORES