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Casa da Moeda espera faturar com a Copa do Mundo


Valor Econômico 2A Casa da Moeda do Brasil (CMB), detentora do monopólio de impressão e cunhagem de cédulas, selos e moedas no país, prepara-se para faturar com a demanda por moedas comemorativas referentes à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016. Para este ano, a expectativa é que o aumento da compra de cédulas e moedas pelo Banco Central (BC) seja o principal responsável pelo crescimento previsto de 15,7% no faturamento, chegando a R$ 3,15 bilhões. “Historicamente, em todos os países-sedes há um crescimento grande de emissão e venda de moedas comemorativas após os eventos”, disse ao Valor  o presidente da CMB, Francisco Franco. Sob a estratégia para explorar o mercado de moedas comemorativas, Franco disse que a CMB está abrindo uma loja piloto na própria fábrica, localizada no Distrito Industrial de Santa Cruz (zona oeste do Rio), para aproveitar a decisão tomada em agosto do ano passado de abrir as instalações à visitação pública, obedecido um rigoroso esquema de segurança, com inscrições via Internet (antes, a visitação era aberta apenas para estudantes da rede pública e para familiares de funcionários). Os levantamentos de mercado feitos até agora mostraram que na Europa os colecionadores investem, em média, 3 mil euros por ano no “hobby” e que há sempre um grande aumento do número de colecionadores nos países que sediam os eventos. No Canadá, durante a Olimpíada de Montreal (1976), a loja mais visitada foi a da Royal Canadian Mint, a Casa da Moeda de lá. Outro mercado relativamente pouco explorado no qual o presidente da Casa da Moeda vê perspectivas é o de exportação de cédulas. Em quatro anos, incluindo este, o Brasil exportou apenas para Argentina, Paraguai (2011) e Uruguai (2012). Com a compra de uma nova família inteira de máquinas alemãs a partir de 2010, buscando aumentar a qualidade e a segurança da impressão, a empresa ficou com capacidade ociosa, até porque, também por segurança, as máquinas antigas não podem ser vendidas. Para este ano está prevista a chegada de máquinas que farão a crítica mecânica da qualidade das cédulas, aumentando de 5% para 18% a capacidade de perceber erros de impressão em comparação com a atual crítica exclusivamente humana. De acordo com Franco, a mudança dará ao sistema bancário segurança para que possa instalar em suas agências máquinas de recepção de depósitos em dinheiro que dispensem a conferência humana, indo o dinheiro para a conta do correntista no momento do depósito.

Franco, ligado ao secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, assumiu a CMB no lugar de Luiz Felipe Denucci, acusado de receber propinas e enviar o dinheiro para contas em paraísos fiscais.
Mesmo evitando falar da gestão do antecessor, o novo presidente disse que modificou o organograma da empresa de modo que um departamento tenha sempre suas iniciativas de compra checadas por pelo menos um outro. Além disso, foram criadas no fim do ano passado um corregedoria e uma ouvidoria.

Selo para bebidas
Embora imprimir dinheiro seja a principal função da CMB, nos últimos três anos cerca de metade do faturamento vem de outra fonte, o selo rastreável que é obrigatoriamente impresso no vasilhame de bebidas comercializadas no país para efeito de fiscalização pela Receita Federal. A CMB é a responsável pela aplicação do selo, subcontratando uma empresa, a multinacional suíça Sicpa, responsável pela instalação das máquinas de impressão do selo nas fábricas de bebidas.

De R$ 2,726 bilhões faturados pela CMB em 2012, R$ 1,391bilhão vieram do selo, sendo que 70% vão para a Sicpa (em 2009 eram 85%). Franco disse que está em andamento um “chamamento público” com o objetivo de encontrar outro fornecedor da tecnologia, de modo que haja concorrência na hora da renovação de contrato.

Franco disse que, embora atualmente o selo rastreável de bebidas seja a principal fonte de receita, a tendência é que, vencida a etapa de implementação da tecnologia nas fábricas, essa rubrica mantenha apenas o crescimento vegetativo que já aparece desde 2011, permitindo que a receita com a
 produção de cédulas e moedas vá paulatinamente recuperando seu papel preponderante.

Na área de compra de insumos para a produção de cédulas (papel e tintas) e moedas (discos metálicos), Franco afirma que as concorrências realizadas no ano passado geraram redução de R$ 187,2 milhões em relação aos custos anteriormente praticados, mesmo cumprindo a legislação que estipula uma margem de preferência para a indústria doméstica.

Segundo informações do BC, nos últimos três anos (2010 a 2012) o meio circulante brasileiro cresceu 8% em quantidade de cédulas e 12,5% em valor financeiro. O banco informou ainda que “verifica-se uma tendência de elevação real do uso de numerário que está associada ao crescimento das transações em espécie”. Para valores até R$ 50, pesquisa feita pelo BC comparando 2007 a 2010 mostra que o uso de dinheiro chega a 78% das transações, refletindo o consumo mais elevado nessa faixa de valores - o que poderia ser mais um indicativo da melhoria da condições de vida das camadas “cuja renda vem crescendo”.

O BC informou ainda que, após girar em torno de 2% do PIB na década de 1990, o meio circulante brasileiro corresponde hoje a cerca de 4,5% do PIB, ainda menor do que o verificado nas economias mais desenvolvidas da Europa e América do Norte (cerca de 6% do PIB).